Sou Alice.. "Everybody loves a big fat lie". Acho que as pessoas acham que PRECISAM da mentira, mas não a amam. Sou Amélie muitas vezes, para sonhar.. Porque acho que eu olho além, com uma lente de aumento para as pequenas e belas coisas. Isso em faz sorrir sem motivo. Mas acho que a Clem sou eu, quando busco a mim.. Mutável, não, reciclável, porque eu que sei quando me encontrar. E não devo buscar o amor nos outros, mas encontrá-lo no meu ser.
Friday, June 19, 2009
Tuesday, June 09, 2009
Friday, June 05, 2009
Wednesday, May 20, 2009
Monday, May 04, 2009
Imunidade
Não perca seu tempo comigo...
Monday, April 06, 2009
Cultivando borboletas amarelas
A garota de botas vermelhas e malas com fitinhas amarradas chegou na cidade de mil cores e ficou boba com tanta mágica e beleza que via enquanto passeava. Ali, na primeira esquina, havia um senhor de bigodes brancos que tocava músicas de sonho num acordeon. Andando quadras adiante, viu árvores com galhos secos apontados pro alto, como se dessem adeus às folhas que se desgrudavam e voavam em direção ao infinito. Viu uma doceria feito aquelas de filme, onde rosquinhas de chocolate cheiravam incrivelmente bem e bolinhos estalavam dentro de fornos, fazendo um barulho divertido. Viu um cachorro sem dono, que também olhava os doces com olhos brilhantes. Viu fonte com sereias cuspindo água, patinador andando de costas e caixinhas de música tocando Edith, Nina e Frank. Estava de olho num casal que trocava beijos, quando caiu num bueiro da calçada onde andava. Infelizmente teve que ficar lá por alguns dias, teve até que tirar o guarda-chuva da mala e trocar de casaco. A cidade era tão bonita que os olhos de todos estavam ocupados demais pra olhar pra baixo.
Monday, March 30, 2009
Monday, March 23, 2009
Wednesday, January 21, 2009
Dito por aí...
*Não sou fã dos seres humanos, são ridículos, com idéias ridículas e ambições ridículas. Sim eu sei que sou humana mas não me orgulho disso, a humanidade é patética;
*Acho que deveria haver mais liberdade no mundo e que as pessoas deveriam se ligar do que acontece por aí e pararem de pensar que está tudo bem do jeito que está;
*Se for pra me xingar ou algo similar, poupe seu tempo. Sei dos meus defeitos e não preciso de ninguem que me fale deles. Posso te ouvir mas não, você não vai me atingir :) Afinal... você não é melhor que eu assim como não sou melhor que você;
*Igualdade."
-> Faço minhas as suas palavras...
Sunday, January 04, 2009
Oras, todos sabem o que isso significa.
Aquele medo pequeno de perder algo que está tão bom e noites de sono permeadas de situações que só acontecerão num futuro próximo na realidade, mas já tantas vezes no pensamento.
Tudo lindo, perfeito.
Aquela carinha de anjo, a voz que sussurra palavras que acho tão bonitas e aqueles olhos que nunca me canso de olhar...
Andar já é um ato desconhecido porque agora eu flutuo.
E flutuando eu abro a porta do quarto e dou de cara com uma barata.
Vou te contar...
Tuesday, December 16, 2008
Tuesday, December 02, 2008
Vaga lembrança
Thursday, November 27, 2008
Estranho
Que porra de graça é essa que vem de uma pessoa que só sabe ser ácida e cortante.
Tenho tantos e bons amigos, que me chamam pra sentar-se à mesa do bar e riem das minhas bobagens.
Não sou engraçada, não tenho graça.
Mesmo assim estou sempre à mesa, de copo cheio, coração vazio, mas com um sorriso nos lábios.
Monday, November 24, 2008
Friday, November 21, 2008
Vontade é coisa que dá e passa.
Eu sou uma pessoa mimada. Sou mimada por mim mesma. Acaricio meu ego de três a quatro vezes por dia. Faço minhas vontades, meus caprichos. Acho que me mimei demais. Por vezes me sinto aprisionada a estes anseios. A gordinha dona da bola, que não deixa ninguém jogar se não for por suas regras. Desejo pode ser uma coisa deveras perigosa. Se deixar dominar por ele então, quase uma profissão perigo. Dominar essa cobiça alucinada é um exercício de puro autocontrole e paciência, e confesso que pode ser um exercício doloroso. Desejos podem transformar-se em dor. Porém, por mais doloroso que isso possa ser, acho que ninguém sofre mais do que aquele que não sabe o que quer.
Tuesday, October 07, 2008
Meia garrafa de champagne e como sempre, nenhuma mentira é suficiente.
Monday, September 22, 2008
Wednesday, September 10, 2008
...
É realmente uma pena, mas você não percebe, e sou incapaz de fazê-lo perceber que não vale a pena.
A vida é um jogo de mentiras.
E isso é tudo.
Friday, September 05, 2008
Sad, sad, so sad...
É triste, mas não deixa de ser bonito.
Wednesday, September 03, 2008
Mil faces
Posso ser Sylvia e morrer de ciúmes por qualquer bobagem. Posso ser Emma Bovary, tomar arsênico depois das minhas extravagâncias amorosas. Posso ser Helena, fútil e sexual. Posso ser Virgínia Woolf, ter crises e crises de histeria pra me sentir melhor. Posso ser Marilyn, tomar barbitúricos logo no café da manhã e desejar profundamente que alguém me ame de verdade. Posso ser Beth Davis e olhar para todos com desdém. Posso ser Nany Spungen, encher a cara de heroína pra esquecer da vida ruim. Posso ser Bessie Smith e cantar as dores bobas do blues. Posso ser Cass, enfiar grampos no nariz. Posso ser Ming, gerar a ninfomania. Posso ser tudo. Só não posso mais ser eu.
Wednesday, August 20, 2008
Um pouco de lero lero
Mas o que anda me incomodando verdadeiramente é toda essa questão de sentimento, sofrimento, amores, dissabores. Credo.
O fato é que acho as pessoas apaixonadas um porre. Essa coisa toda de amor, paixão, devoção desenfreada, tudo uma grande bobagem. Que além de ser uma grande bobagem é uma grande bobagem clichê demais pro meu gosto.
Pessoas chatas essas que ficam divulgando por aí, quase que estampado na cara que estão amando, e acreditem, pessoas apaixonadas me causam naúseas.
O segundo fato é que admito estar apaixonadinha, mas por achar as pessoas apaixonadas chatas, aborrecidas e todas essas coisas que já citei é que não dou o braço a torcer.
Okay, o namorado é o ser mais fofo, lindo, carinhoso, atencioso que existe. E ele sabe disso, e sabe que acho isso dele. Então pra que ficar alardeando aos 4 cantos do mundo?
Não é preciso palavras pra se entender certas coisas.
Thursday, August 14, 2008
Monday, July 28, 2008
Saturday, July 26, 2008
Roube-me
Deixe-me sangrar até findar o que há de belo em mim.
Faça com que seus atos firam-me, torturem-me, magoem-me.
Torne-me uma pessoa feia e amarga.
Prometa-me o paraíso e conduza-me pelas mãos até o inferno e abandone-me lá.
Arranque-me do peito o coração e com as mãos ainda ensangüentadas olhe-me nos fundo dos olhos e diga-me que tudo o que fez, fez por amor.
Wednesday, July 23, 2008
E se Lucy caísse?
Ai ai.. Lá vamos-nos escrever sobre isso outra vez...
Okay, eu sei que já prometi uma centena de vezes que não iria mais tocar neste assunto. Mas promessas foram feitas pra serem quebradas. E essa frase me remete a muitas lembranças doloridas, que me magoaram muito num passado não muito distante. Tenho pensado muito nisso tudo ultimamente, sobre mágoas, quebra de promessas, mentiras, abandono, essas coisas. Ah... Mas quer saber, tem certas coisas que não valem mesmo a pena. Isso não vale a pena. Isso tudo é uma bobagem. Esquece. Desculpe por desperdiçar o seu tempo, e o meu também. Prometo não tocar mais neste assunto.
Em tempo: Se Lucy caísse, ela teria que levantar outra vez. Todos temos.
Saturday, July 19, 2008
Fragmentos
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Solidão não se cura com aspirina.
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Tanta coisa me escapa, e agora o gás.
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Me tornei uma mulher “Maria Bethânia”, uma Elis Regina cantando ”Atrás da porta” no Fantástico numa noite de domingo no inicio da década de 80.
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Deprimente.
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Deprimida.
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Esqueci de molhar a samambaia outra vez.
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“E vendo com nossos olhos, que vasculham as intimidades, sabemos, nós, os de maior inteligência, que ele viveu, sim, uma grande história de amor”.
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Mas uma vergonha dentro de mim me impede de dizer a ele que eu o amo.
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Iiiiiihh!!! Que bobagem...
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Devia ter feito alguma coisa pra me ter. Ou me deter.
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Imagina se o telefone tocasse agora?
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Será que vou parecer louca se me levantar e for fumar lá fora?
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Com essa luz daria uma foto bem bacana.
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Será que eu desliguei o gás?
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Minha máquina fotográfica... Onde deixei? Será que tá no carro?
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Acho que a maquiagem do meu olho borrou... Será que pergunto pra ele se minha maquiagem tá borrada?
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O Zig Koch levou 17 horas pra fazer aquela foto das borboletas...
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Aposto deizão como ele ronca.
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Les temps sont durs pour les revêurs.
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Ele deve dormir com a boca aberta também.
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Dezessete horas é tempo pras cacete.
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Cadê aquela minha cara de paisagem?
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O Alan levou 5 horas pra fazer a foto da lagartixa.
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Eu devia ensinar algo realmente útil pra alguém.
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Cinco horas são bem menos que dezessete, mas também é tempo pra cacete.
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“O esforço pra lembrar é a vontade de esquecer.”
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A foto da zebra eu fiz em 5 minutos. Incluindo a produção e maquiagem.
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Me dá uma razão.
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Cinco minutos é um tempo realmente irrisório...
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Aceno com a cabeça, mas faz uns cinco minutos que não ouço o que ele diz.
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O que você faz de útil em cinco minutos?
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Humpf! Deixa pra lá.
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Wednesday, July 09, 2008
Sem alterações
Meu quê amargurado continua lá, firme e forte, porém contido.
Thursday, July 03, 2008
Era uma vez...
Um príncipe lindo, alto, loiro, que virá num lindo e reluzente cavalo branco, com sua armadura impecável, sorriso largo e cheio de boa vontade, cordialidade, amor sem fim, gentileza e tudo aquilo que toda mulher-garota-menina-senhora anseia.
Esperamos pela perfeição. Diálogos ensaiados, situações clichês, e quem sabe rosas vermelhas.
Esperamos tanto pela perfeição que acabamos por viver frustração atrás de frustração. Por que gente perfeita não existe, amor perfeito não existe, vida perfeita não existe.
O que existe é gente comum, numa vida comum, com sentimentos comuns, num mundo comum.
E o termo comum não é depreciativo, muito pelo contrário. Ser comum é bom. Ser feliz com o comum é maravilhoso. Por que quem vicia no extraordinário fatalmente acaba frustrado. E quando você se conscientiza disso tudo acaba sendo mais fácil, sem projeções, sem anseios, somente aproveitando.
Por que príncipes encantados não existem, existe príncipe comum, que não precisa necessariamente ser lindo, alto, loiro, num lindo e reluzente cavalo branco, com sua armadura impecável, sorriso largo e cheio de boas vontades, cordialidades, amor sem fim, gentilezas e tudo aquilo que toda mulher-garota-menina-senhora anseia, aliás, não precisa nem ser príncipe.
Acho que os garotinhos de 7 anos tem razão: garotas são bobas. Sempre foram, e pra sempre serão.
Tuesday, July 01, 2008
Nem dói mais.
Nem dói e falo isso com aquele orgulho que os sobreviventes de guerra tem no tom da voz.
Talvez eu seja uma sobrevivente também. Só quem já viveu a perda de um amor tão grande como eu sabe do que estou falando.
São etapas e você tem que tirar forças não sei de onde pra conseguir sobreviver.
No princípio você fica sem chão, atordoado, como se fosse desmaiar. Depois vem aquela sensação (e um desejo profundo) de que seja mentira, um sonho, um pesadelo. Quando a realidade é mais forte e você se toca do fim vem a fase do choro, são tantas as lágrimas que seria possível encher uma piscina, olímpica, inclusive.
A etapa seguinte é a raiva, você sente que é o ódio que te motiva, você acorda odiando, passa o dia embebida nesse sentimento e por fim vai dormir na certeza que no dia seguinte é o ódio vai te acordar e fazer com que sobreviva a mais um dia. Passado um tempo (e isso varia muito) as coisas vão retornando ao normal, você volta a ter uma vida social, noitadas, festas, porres, mas tudo diferente do que era, sem envolvimento, sem ser notado, é um estar ali sem estar. Minha fase “samambaia” foi terrível, eu simplesmente não fazia a menor diferença aonde ia, e o pior, durou quase um ano.
O tempo passa, e o tempo meus queridos, é o melhor amigo daqueles que sofrem por amor, e conforme os dias e meses vão passando, a poeira vai baixando, o monstro diminui de tamanho, e nem é mais tão assustador. Então um dia você se toca que aquela sensação de abandono foi frescura, que as lágrimas choradas foram desperdiçadas, que aquele ódio todo só te deu dor no estômago, as festas e as noitadas voltam a ter o brilho de antes. Tudo que aconteceu e te atormentou tanto é tão pouco e sem sentido. De repente você se toca que na realidade nem amou tanto, que a perda nem foi tão grande assim, que a vida continua, que tem dias que o sol brilha que é uma beleza, e que mesmo em dias de chuva existe uma beleza que sempre esteve lá.
Uma bobagem. Foi nisso que o meu amor por você se transformou, em uma bobagem. E eu passei a não me importar com aqueles detalhes que me incomodavam, como o fato de nunca ter dito adeus, nunca ter dito que eu sentia, do nosso trato do soco no nariz (lembra disso? Que bobagem!!), tanta coisa pra te contar, te dizer, talvez te xingar, xingar a tua família, tudo uma grande bobagem. E hoje nada disso importa, e o fato de não me importar me agrada. Não me importar é charme, como se nada do que aconteceu me afetasse de fato. Blazè, como você me chamava.
Cair e levantar.
Arranhou? Assopra que passa.
E hoje, se te encontrasse na rua era bem capaz de te cumprimentar, sorrindo, e perguntar com aquele ar vazio dos que não se importam: “Tudo bem com você?”.
Thursday, June 26, 2008
Sometimes...
Simples: pra me sentir melhor quando paro...
Monday, June 23, 2008
Monday, June 02, 2008
Friday, May 09, 2008
Tuesday, May 06, 2008
Saturday, April 26, 2008
Tuesday, March 25, 2008
Wednesday, February 20, 2008
Vontade é coisa que dá e passa...
Me deu uma vontade de te encontrar, sentar e apenas falar.
Me deu uma vontade de pelo menos escrever e desabafar as amarguras.
Mas a vontade passou, e eu acabei percebendo que as coisas que queria (no pretérito) te dizer já não fazem mais sentido.
Pois é... Vai entender...
Sunday, February 17, 2008
Monday, February 04, 2008
Wednesday, January 23, 2008
Insônia
A escuridão se fecha sobre mim e eu quase sinto você ali.
Minhas mãos deslizam pra baixo do cobertor e a próxima coisa que sei é que é manhã de novo.
Que desperdício.
Tuesday, January 22, 2008
Alento
Fiz assim. Peguei um calendário e fui riscando os dias em que não nos vimos.
Todos eles, desde o dia em que você resolveu não estender a mão a quem estava estendida no chão.
Estranho. São tão poucos.
Tenho a impressão que fazem dois mil oitocentos e cinqüenta e quatro dias.
O calendário me dizia outra coisa, um mês e meio talvez dois.
Tão pouco pra quem imaginava passar o resto dos dias juntos.
Tão pouco pra quem amou como eu amei.
Agora eu só queria que você percebesse o tamanho da besteira que fez.
E se arrependesse.
E sofresse.
Chorasse.
Morra!
*novembro/2006*
Tuesday, January 08, 2008
Versatilidade
E defino isso como uma qualidade.
Monday, January 07, 2008
Sobre a despedida
Se olharam e seus olhos já não diziam as coisas de outrora. Se separaram e cada um seguiu seu caminho, com a certeza que era o melhor a ser feito. E partiram...
Assim, sem dor, nem rancor.
(Bem melhor assim.)
Saturday, January 05, 2008
Sobre a descoberta do fim
Como quando você olha pro céu e de surpresa vê uma estrela cadente.
O encaixe já não era perfeito, o toque já não era encanto, o tempo já não parava quando estavam juntos.
Nada mais podia ser feito, e é triste assistir atônitos, impotentes, a morte de uma paixão.
Mas paixões são assim mesmo. De repente acabam, sem nenhuma razão.
Sunday, December 16, 2007
Sunday, December 02, 2007
Sunday, November 11, 2007
Leif Eriksson
A melodia sorumbática não a desagrada.
Quando a tristeza toma conta de seu corpo e de sua alma, ouvir os acordes melódicos e depressivos servem como um alento.
Sente o choro subindo pela garganta e mesmo com os olhos fechados as lágrimas teimam em cair, espremidas.
Consegue sentir a vida esvaindo pelas cicatrizes dos pulsos - tristezas passadas.
É a amargura condensada.
Tão densa e sincronizada.
Doem os pulsos, no pulsar do coração.
Saturday, October 20, 2007
Sobre a separação
E eu queria um quarto onde só coubesse o meu corpo, uma casca de concreto ao redor de mim. Eu não queria muita coisa.
Eu só queria que as paredes me abraçassem.
Sunday, October 07, 2007
Então ela voltou.
Sunday, September 30, 2007
Indigestão
Sunday, September 23, 2007
Revival
E tem aqueles dias que você sabe que vai se machucar e acaba fazendo tudo de volta.
Só pra se sentir viva outra vez.
E tem aqueles dias que tudo parece saudades, ausência e dor.
E tem aqueles dias que a única vontade que dá é de sair correndo e gritando, se debatendo e xingando.
Só pra ver se a angústia passa.
Vontade de pegar essa droga de estilete e desenhar no corpo, ver o sangue brotar colorindo esses sentimentos incolores, tão insípidos e inodoros que dá nojo.
Mas amanhã tudo vai ser diferente.
Eu sei.
Saturday, September 15, 2007
Friday, September 07, 2007
Saturday, September 01, 2007
Sunday, August 19, 2007
Color print
Foi quando eu percebi.
Todas as cores fortes de que sempre gostei e que coloriam a vida que eu desenhava haviam desbotado.
Procurava um culpado.
Foi quando você entrou.
E eu vi a culpa na sua cara lavada.
Sabia que você havia feito tudo de propósito, só pra me magoar.
Você apenas afirmou com a cabeça.
Você quis destruir minha vida.
Você quis descolorir a minha vida.
Porque você é louco, e mais louca fui eu em acreditar em você.
Do alto do décimo quarto andar eu gritei, gritei e joguei suas coisas janela abaixo.
Queria ter te jogado junto.
Gritei e gritei tanto que quem passava a dois quarteirões dali me ouviu.
Gritar era a única coisa que eu podia fazer.
Gritar e jogar as suas coisas fora.
Uma a uma.
Para bem longe de mim.
Depois fiquei olhando as luzes da cidade, o fluxo de carros.
Tentei colorir minha vida de volta.
Mas mesmo assim meu ódio não passou.
Eu sei que eu não vou pro céu mesmo, então eu desejo: eu quero que você morra. Morra.
E pronto.
Não quero mais nada de você, nem pra você...
Só que morra.
E suma da minha vida e leve todos os problemas que trouxe contigo.
Seu merda.
Eu te odeio.
Saturday, August 18, 2007
Saturday, August 11, 2007
Deja vu
Trocarão telefones, e na manhã seguinte já serão amigos de orkut. Passarão a tarde conversando amenidades no Messenger e então ele estará terrivelmente apaixonado. Até um dia descobrir que ela tem outro. Tentará se matar e ligará chorando pra cobrar coisas que ela nunca lhe prometeu. Ela vai lhe dizer que um dia ainda lhe agradecerá por tudo que lhe fez, e ele a odiará pro resto da vida.
E mesmo assim ela ainda achará que lhe fez um bem.
Historia verídica...
Tuesday, August 07, 2007
Sunday, June 24, 2007
Never stop the game...
A pergunta ecoou em meus ouvidos, percorreu o corpo todo e foi parar no meio do meu estômago, como um soco, seco e certeiro.
Tentei em vão formular uma resposta complexa e verdadeira, mas enfim, a única coisa que saiu da minha boca foi um simples e mentiroso não.
Não é que eu não tenha medo, medo todos têm, eu acho.
Eu acho, e isso quer dizer que não é certeza, mas é tudo tão banal.
Sofrer todos sofrem, e eu sinto tanto.
Mas quem se importa realmente com isso?
A única coisa que eu quero agora é continuar dançando, pela noite toda, até de manhã.
Até me cansar.
Assim como cansei dele, e daquele outro.
Faz parte do jogo.
Sunday, June 17, 2007
Sunday, June 10, 2007
Mantra
E vou repentindo enquanto troco de roupa: que seja mais doce.
Enquanto tomo meu café: que seja mais doce.
Enquanto escovo meus dentes: que seja mais doce.
Enquanto faço a maquiagem: que seja mais doce.
Enquanto saio pra trabalhar: que seja mais doce.
E assim por diante.
Thursday, June 07, 2007
A noite das impossibilidades
No exato momento em que ela virou o último gole do capuccino, e se encaminhava para a sala de embarque, o aviso de que o vôo iria atrasar devido ao mau tempo fez com que seu castelo de areia desmoronasse.
Seu plano de chegar a tempo de encontrá-lo acabava de ser destruído.
Droga de chuva, droga de tempo, droga de vida.
Não tinha muito que fazer a não ser esperar que uma boa notícia ecoasse pelos alto-falantes do saguão de espera.
Neste meio tempo, o negócio era distrair a mente. Observar as pessoas, pensar em outras coisas, qualquer alternativa que fizesse com que aquela ansiedade e taquicardia passassem.
Em vão tentou imaginar o cenário de um filme, lembrar uma peça de teatro, tentou adivinhar o que as pessoas carregavam em suas valises.
Imaginou todas as possibilidades que se dissipavam com as gotas grossas da chuva, as palavras imaginadas que não seriam ditas, nem ouvidas, pelo menos não naquela noite.
De repente uma tristeza profunda tomou conta de si, e ela teve a sensação de morrer, sua vida se esvaindo, teve pena de si mesma...
Se tivesse que tocar uma música neste momento seria “Stella was a diver and she was always down” do Interpol.
Seu desejo neste momento era se chamar Stella.
Ou qualquer outro nome, não importava.
O tempo corria, e já era tarde demais...
Queria chamar-se Alice, e regressar ao País das Maravilhas.
Mas isso não foi possível, não nesta noite.
E Alice então adormeceu, no saguão de espera, logo após que uma lágrima grossa rolou pelo seu rosto.
Por que vontade é uma coisa que da e passa, mas nem sempre é assim...
Por que nem todos os seus desejos podem ser realizados.
Por que tudo pode ser interpretado de várias maneiras.
Saturday, June 02, 2007
Sobre aquelas cicatrizes avermelhadas que com o tempo ficarão brancas, como estrias...
De esquecer e brincar de fazer de conta que nada aconteceu.
Eu sei que estou me enganando, mas a sensação que vem é tão boa e confortante.
Acabou não foi?
Ok... Aceitei essa condição.
Mas ainda assim prefiro pensar que nada aconteceu.
Que nunca houve erros nem mentiras.
Não quero mais recitar poesias que quebram meu coração.
Saturday, May 26, 2007
...
Tanto tempo que já não lembro mais como é seu rosto, nem como é a sua voz, nem sei mais qual é o seu cheiro, ou o seu gosto.
Mas hoje me peguei sorrindo ao lembrar, não de você, mas de nós dois.
Sunday, May 20, 2007
Sobre as despedidas
Mas você assoprou e todos voaram.
De novo nasceram e de novo voaram.
Não faça mais isso!
Quem vai cortar a lágrima em fatias no dia em que você for embora?
Saturday, May 19, 2007
Vida inútil
Contraditoriamente, elas me ajudam a resignar de um jeito não muito confortável: todo mundo já passou ou vai passar por isso, por que diabo ia ser diferente comigo?
Hahaha, é tudo tão cretino...
Monday, May 14, 2007
Sunday, May 06, 2007
For my favorite Doctor...
Sobre essa nossa amizade de anos, de nossas estórias ultra divertidas em madrugadas viradas, alvoreceres tranqüilos cheios de promessas e desejos.
Um dia vou escrever sobre todos os anos em que ficamos separados, como nossas vidas caminharam separadas e acabaram por se encontrar num dia de chuva, depois de um quase desastre.
Um dia descrevo como foi o medo da quase entrega, dos risos, das conversas. Nossos quase planos, os dois com um pé atrás, desconfiados da vida, com medo da quase felicidade.
Um dia vou escrever um texto contando tudo isso, com riquezas de detalhes, descrevendo teus cabelos que eu tanto gosto de bagunçar, a cor verde desses teus olhos de abismo, onde eu caio e caio e caio... Vou descrever, mas é claro que não tão precisamente como deveria ser essa sensação que teu sorriso aberto me dá.
Um dia você terá um texto só pra você. Impregnado de ternura, de sentimentos bons.
Um texto cheio daquilo que eu tento demonstrar e não consigo.
Será um texto-declaração pra deixar registrado o quanto amo você, e tudo aquilo que não sei dizer.
Saturday, May 05, 2007
Cool é...
Saturday, April 28, 2007
Remember?
Acabou né?
Maik diz:
Comece pelo começo, disse o rei solenemente
Maik diz:
E vá até o fim, então...Pare
Maik diz:
hehehe.....O rei disse para a Alice, lembra?
Clementine:
E tem como esquecer?
Tuesday, April 10, 2007
Se você me beijasse daquele jeito que faz com que nenhum pensamento seja produzido.
Se você fosse menos preocupado com detalhes poucos e pequenos.
Talvez, somente talvez eu te contaria meus medos e você entederia o porque da minha insegurança.
Mas você desata a falar e eu tô meio que sem paciência pra ouvir.
E eu digo bobagens e você entende besteiras.
Monday, April 09, 2007
Viagem pra ilha
Quero é ver a lua por trás das copas dançantes, dançar com elas sem sair do lugar.
Quero é lagrimar de felicidade, suspender os pêlos vez ou outra e sorrir querendo guardar tudo por dentro.
Quero é sair do meu tempo, do tempo que corre rápido, e entrar no tempo das coisas que não ligam pro tempo.
Eu quero é abraçar as árvores, mergulhar no chão, pisar descalça no úmido.
Quero ver o bicho de perto, sentir o espinho espetar, cantar contra a corrente, jogar terra pro alto, ouvir os grilos e as cigarras barulhando.
Quero é a intensidade, o colorido do desbotado, o contraste da luz, o choro da alegria.
Quero dividir o viver, espalhar toda a beleza que vejo pelos olhos que não são meus, ver os outros vivendo, viver com eles, vê-los e vivê-los.
Quero mais é que essa vida efêmera valha a pena e seja feita de momentos eternos.
Tô indo e não sei quando volto, mas eu volto, beeeeem mais feliz!!!
Sunday, April 08, 2007
Saturday, April 07, 2007
Candy Killer
Menina má e sem coração.
Tão dissimulada.
Tão doce e compreensível.
Meiga até.
Dá aos tolos as mentiras que necessitam, a atenção pretendida.
Cria ilusões como quem faz bolinhas de sabão.
E faz das ilusões as próprias bolinhas de sabão, e as estoura uma por uma, rindo apenas.
Garota perversa.
Cativa e depois abandona.
Cultiva pra depois destruir todo o jardim.
Crueldade maior é saber que não sente remorso.
Apenas diz não se importar.
Tem sede e fome. De paixão e de amor.
Tem uma necessidade absurda de que lhe acaricie o ego.
Depois de consumida a vítima, apenas limpa o canto dos lábios e sai a procura de outro.
Faz disso um jogo, uma diversão.
Só que é vazia.
E o coração começa a ressecar.
Falta pouco pra acabar agora.
Às vezes, a morte é só a confirmação do óbito.
Saturday, March 31, 2007
Ah!! O amor... (ou use Vodol)
Creio que sim, por experiência própria, porque sei o que significa um dia ter alguém tão importante pra você ao seu lado, que seria capaz de deixar de respirar, e morreria sufocada, cianótica, mas feliz, sorrindo até.
E de repente essa mesma pessoa passa a ser tão insignificante como uma frieira no dedinho do pé. Insignificante, porém incomoda.
Sabe aquelas frieiras que deixam o meinho do dedo em carne viva?
Pois é, tem gente que vira frieira no seu dedo mindinho no pé.
Saturday, March 24, 2007
Emilio is dead...
- Eu sei.
- O que aconteceu?
- Perdeu a graça ser o peixe que se debate no tapete da sala.
Saturday, March 17, 2007
(Entre parenteses)
e da mesma forma que as gotas de chuvas escorrem pela transparência as lágrimas escorrem pela pele macia de seu rosto. (é a tristeza líquida)
Rosto de menina com corpo de mulher. (todos vêem)
Coração de quem sabe que já cresceu, mas não quer admitir.
(então ela mente)
Consciência de quem tem muitas responsabilidades, mas não quer cumprir. (ela engana)
Vontade de voltar a ser criança. (ela sonha)
Saturday, March 10, 2007
Para alguém que já foi você, ou eu, ele e ela. Todos nós.
Sempre tão intensa e densa.
Sempre no superlativo.
Se sorria, era um sorriso enorme.
Se sofria, era um sofrimento sem fim.
Se amava, era pra vida toda.
Gostava de cores fortes, intensas como ela própria.
Gostava de paixões tórridas.
De temperos exóticos.
Sempre fora assim: dramática e visceral.
Teatral às vezes.
Mas genuína, toda vida.
Saturday, March 03, 2007
Roda Viva!
Sunday, February 25, 2007
Naquele dia que eu esqueci...
Com a chegada da primavera e das borboletas. Morreria assim, numa tarde de sol meio tímido, mas presente, com nuvens brancas e gordas no céu, formando desenhos sortidos em meio ao azul intenso. Seria uma tarde romântica.
Nós tomaríamos um sorvete, o seu de limão, o meu não lembro bem, algo doce, muito doce (afinal não era doçura o que faltava?). As coisas aconteceriam rápidas e lentas demais.
Seria uma breve reunião de tudo o que gosto:
Tarde de sol com nuvens brancas no céu azul.
Sorvete do Freddo
Carinhos sem fim
Macarronada da Mamma
Brigadeiro
Um bom e relaxante sono.
A perfeição refletida em últimos momentos, não nossos, mas meus. Meus últimos momentos.
A perfeição de uma vida imperfeita.
Enfim, algo saiu errado.
E as semanas (e meses? E anos?) seguintes foram só tempestade na vida da menina de olhos de tempestade.
BANG BANG!!!
Saturday, February 17, 2007
Como pode um peixe vivo???
Mas não, fulaninho não quis ser meu amigo pra sanar as minha dúvidas de piscicultura.
Nem pra isso ele serviu.
Tuesday, February 13, 2007
O que acontece com o pra sempre, quando o pra sempre acaba?
Pode demorar, mas eu consigo.
E foi assim que eu esqueci.
Desejei do fundo da minha alma pra que aquele sentimento se fosse, como se vão os segundos depois que o ponteiro passa no infinito tic-tac.
E hoje ao acordar me senti mais vazia, sabe?
Mais vazia que o normal, meu amor. E percebi que pensar em você não me provoca as mesmas reações de antes.
Acabou, definitiva e irremediavelmente acabou.
Não sobrou nada, nem mágoa, nem tristeza.
Nem dor.
É estranha essa sensação de página virada, consegue perceber?
Mas virou. Virou realidade.
Já não desejo mais. Já não me aflige mais.
Já não me importa mais saber de você.
E agora sim, estou livre do peso do amor-sem-fim-que-acabou-assim-de-repente.
O peso do amor que era pra sempre e eterno e que sem nenhuma explicação tornou-se oco e sem nexo. O amor que sem mais nem menos não me convinha mais. Que me convêm mais, meu bem.
Estou livre da maldição dos amores infelizes e incompletos.
Estou livre, e é só...
Livre pra que minha vida siga a diante.
*E sabe qual é a melhor parte de tudo? É que ninguém mais vai me comparar a Joni Mitchell. Detesto Joni Mitchell, sempre detestei Joni Mitchell, ainda mais ser comparada a Joni Mitchell.*
Sunday, February 11, 2007
Depois que amadureceu e que decidiu não mais se matar, foi-se embora inspiração. Deixava então de ser uma sofredora diletante para tornar-se uma aduta
Eu acordei e o gosto metálico de sangue continuava na minha boca.
Eu pensei umas três mil quatrocentas e noventa e sete vezes como você foi capaz de fazer isso comigo.
Mas na verdade eu nem estava tão surpresa assim.
Você é sempre tão previsível que eu sabia que cedo ou tarde eu sentiria o punhal entrando nas minhas costas nuas.
Então, quando tudo aconteceu nem doeu tanto.
Creio que agora, vendo as tuas costas despidas, enquanto seguro o punhal com minhas mãos trêmulas, sentindo a carne rasgando e os filetes de sangue escorrendo devagar, pra se encontrarem no chão formando a poça maior a dor deva ser imensa.
Não, essa dor não é minha, é sua.
Tomara que doa, que doa muito.
Ninguém joga o meu coração no chão assim.
Embora hoje eu nem precise mais de um coração.
**Vou publicar todos os textos que eu tenho guardados.
O conteúdo destes textos nãoi condizem necessariamente com minha situação psicológica atual.
O título deste post é uma citação de Fernanda Young, que me fez pensar que realmente decepção não mata, mas te ajuda a amadurecer.**
Saturday, February 03, 2007
Atualmente...
Eu sempre achei que sabia o que procurava.
Eu sempre fui tão segura de mim mesma.
Auto-suficiente até.
Ledo engano.
Hoje eu sei, o que eu mais queria era paz.
Paz de espírito, paz interior.
E o mais contraditório e que paz era a única coisa que eu não tinha.
Era o que estava me faltando.
Não, não irei culpar ninguém pela falta de algo que só dizia respeito a mim mesma, algo do meu interesse.
Enfim, tudo passou.
E esse sorriso que trago agora em meus lábios é verdadeiro, como há tempos não era.
Meu amigo imaginário me faz feliz, me faz sorrir e me dá diariamente drops de sorrisos e paz.
Paz.
É o que eu tenho agora.
(e agora o que eu faço com todos os textos deprês e de desabafo que escrevi em tempos ruins? Tô feliz demais pra postar aquelas coisas tristes e dramáticas. Enfim, depois penso nisso)
Saturday, January 27, 2007
É isso aí...
E rio descaradamente com cada recado.
Diversão gratuita.
Joguinhos de sedução perigosos.
Mas mesmo assim me delicio.
Volto a ser o que era outrora.
Filmes franceses, músicas inglesas.
Humor ácido.
Deus!!! Como me permiti perder tudo isso?
Como abri mão de ser o que sou por nada?
Agora trilho o caminho de volta, vou colocar cada coisa em seu lugar.
E sim, me atrevo a dizer que estou feliz.
Feliz como uma canção da Macy Grey.
Saturday, January 20, 2007
Tá difícil...
Vou deixar passar um pouco mais de tempo, e talvez eu tente escrever sobre tudo isso.
Mas não é uma promessa. Não vou me cobrar tanto.
E vou me permitir ser feliz, só pra variar.
Isso também não é uma promessa.
Mas vou tentando.
Cansei de chorar feridas que não cicatrizam.
Isso é fato.
Perdi a inspiração pra escrever, talvez a tristeza esteja indo embora, e isso sim é bom...
Minha cara blazè também está de volta.
E eu gosto disso.
E eu gosto de muitas outras coisas.
Estou me redescobrindo.
Wednesday, December 27, 2006
Saturday, December 23, 2006
Amargura Natalina
No dia do reencontro.
Se tivesse olhado bem teria visto que o amor que você me deu não era amor.
Era sofrimento envernizado com uma camada bem fina de “ternura”.
Qualquer um teria reparado a falsificação grosseira.
Hoje sinto me um tanto patética em ter aceitado o seu presente, e por ter insistido tanto numa estória que eu sabia que não tinha sentido.
Reconheço que ninguém me engana tão bem como você.
Mas isso também pouco importa agora.
Sabe o coração que eu te dei?
Faça um picadinho, refogue com cebolas e sirva na ceia de Natal.
Se farte com as minhas dores e ilusões perdidas.
E que você tenha uma baita indigestão.
Eu-que-ro-que-vo-cê-mor-ra. É isso que eu quero.
Ponto.
Tuesday, December 19, 2006
Run!
Saber que andamos pelas mesmas ruas é assustador.
Essa cidade ficou pequena, bem como o mundo e todo o universo são insuficientes para nós dois.
Preciso urgentemente de outra dimensão. Preciso de mais espaço pra esquecer.
Esquecer que metade de mim se perdeu, almas gêmeas separadas, seguindo caminhos opostos que nunca mais se cruzarão.
Caminho sem volta.
Canção triste no meio da tarde ensolarada. Lágrimas que transbordam tomadas de vontade própria.
Ontem foi outro dia. O dia em que eu fui até o inferno por você, e você fechou a porta pra que eu não conseguisse mais voltar. E se foi, partiu. Você fugiu!
É por isso que a porrada seca no meio da minha cara de tonta dói tanto.
É por isso que quando os olhos se cruzam é uma porrada seca no meio da minha cara.
O tempo pára. As cores desbotam, e a vontade de vomitar provoca arrepios.
Tem a duração de frações de segundos, mas a sensação é de que nunca vai terminar.
E mesmo quando acaba ainda permanece.
Thursday, December 14, 2006
Mais uma taça de sangue! Brindemos!
Me distrai, e quando dei por mim ele já havia enfiado o punhal nas minhas costas.
Estranhei a dor no começo, mas depois a distingui.
Era a velha dor conhecida há tempos.
Sentei no chão e a poça vermelha começou a se formar ao meu redor.
A dor. A dor era tão grande que parecia que não havia mais nada ali, nem em lugar nenhum, só dor, nem desespero havia, só dor, inundando, tomando conta, invadindo.
Olhei pra porta. Ele já havia ido embora, e dessa vez creio que demorará mais pra voltar. Ou não voltará nunca mais.
Pena ele não ter um revólver.
Talvez eu preferisse não ter sobrevivido.
Continuo aqui, sentada, a poça vermelha me cercando, o frio do azulejo, o gosto amargo na boca.
Sozinha, agora vou esquecendo do seu rosto gradualmente, e conhecendo pessoas novas que soam mais interessantes que a sua presença matinal. Eu converso mais sobre música, sobre bom gosto. Faço piada, e até sorrio daquela forma mentirosa de sempre.
Mas às vezes estranho. E apesar de tudo o que houve eu sinto a sua falta. E me pergunto o que seria de nós se tudo tivesse saído como planejávamos.
Tempo perdido. O tempo não volta.
E eu também não voltaria.
Agora preciso ir...
Tenho que ir ali dar mais corda pra mais um tolo se enforcar.
Wednesday, December 13, 2006
Verdes mares.
Outras essa paz parece ser suficiente pra que minha morte seja rápida e indolor.
Tenho certeza de que a tua presença é indispensável para minha felicidade plena, e todas as noites eu me esqueço de você pra rememorar o meu passado.
Eu brindo á você com minha taça de sangue fresco.
Eu brindo á nós três, você, eu e o desgosto que tem nome e endereço.
Eu brindo á mim mesma, á minha loucura e sanidade desconcertante.
Preciso de você, e mesmo assim invariavelmente te dispenso pra viver essa dor que nem dilacerante mais é.
É que me acostumei com aquela amargura que me foi oferecida.
Um dia quem sabe desaprendo a sofrer, e te deixo ficar, assim, com todo esse verde dos teus olhos. Só pra me fazer feliz outra vez.
Sunday, December 10, 2006
Wednesday, December 06, 2006
Por um momento mais feliz!
Mais felizes mesmo são aqueles que estão sempre chegando a algum lugar, ainda que, por isso, tenham que deixar outro. Não que não se sinta saudade, não mesmo. Ela fica sempre ali, cutucando o lado de dentro pra mostrar que o que é importante fica vivo. No final, ou no começo, quem sabe, o adeus acaba virando aceno e mais um encontro acontece. Muito bom te (re)ver pelo mundo, sigo dizendo, contemplando abismada as surpresas previsíveis da vida.
E nem mais uma palavra sobre meus temperamentos incontidos...
Só mesmo uma puta pra beijar o noivo no dia do casamento.
Tuesday, December 05, 2006
Avalanche
A tristeza toda acumulou e despencou de uma vez em choro.
Lágrimas pesadas, que machucam a cabeça, marcam o rosto, têm gosto ruim.
Estou completamente sem lugar, sem ação, sem companhia.
Saí de casa e não me encontrei, voltei pra casa e piorou.
Engoli uma comida molhada para não desmaiar, mas ela desceu contra a vontade do meu corpo.
Vontade mesmo era de me contorcer inteira e voltar para o útero da minha mãe, mas nem mesmo ela aqui estava pra me acolher.
Não queria dormir, não queria ouvir música, não queria falar, só que o silêncio e o tempo correndo me angustiavam mais ainda e me vi batendo com a cabeça na parede.
Senti raiva da minha incapacidade, senti raiva por ter que justificar meu rosto inchado no dia seguinte, senti raiva por querer sumir do mundo e senti mais raiva ainda por querer que as pessoas sentissem falta de mim.
Os dias que se passaram me fizeram um mal que só eu conheço e, mesmo assim, não conheço bem.
Pras outras pessoas, os meus dias foram irrelevantes e elas imaginam que eu estive aqui sendo eu mesma como sempre fui: uma pessoa feliz, sem motivos pra reclamar.
Com isso, vem um sentimento de culpa pela tristeza aparentemente infundada, como se eu não tivesse direito de senti-la.
As horas perdidas com ela serão cobradas, mesmo que somente por mim, e fico mais triste e com mais raiva.
Saturday, December 02, 2006
E? (...)
Dialogava consigo mesma, se resolvia e ia, sem nem avisar.
Tinha gente que queria, tentava e ela não dizia.
Sentia, só pra ela, sozinha.
Nem desconfiava, mas o agora dono do frio-na-barriga sabia.
Só ele via, nos olhos dela, o que é que ela queria.
Chegava perto e ela tremia, soltava um sorriso frouxo, falava menos ainda e fingia.
Que há, minha menina?
Desorientada, nada, respondia.
Na verdade, o que havia era indizível...
Ele correspondia.
... nova chance de ser feliz...




