Sou Alice.. "Everybody loves a big fat lie". Acho que as pessoas acham que PRECISAM da mentira, mas não a amam. Sou Amélie muitas vezes, para sonhar.. Porque acho que eu olho além, com uma lente de aumento para as pequenas e belas coisas. Isso em faz sorrir sem motivo. Mas acho que a Clem sou eu, quando busco a mim.. Mutável, não, reciclável, porque eu que sei quando me encontrar. E não devo buscar o amor nos outros, mas encontrá-lo no meu ser.
Sunday, December 16, 2007
Sunday, December 02, 2007
Sunday, November 11, 2007
Leif Eriksson
A sonoridade das músicas tristes a acalma.
A melodia sorumbática não a desagrada.
Quando a tristeza toma conta de seu corpo e de sua alma, ouvir os acordes melódicos e depressivos servem como um alento.
Sente o choro subindo pela garganta e mesmo com os olhos fechados as lágrimas teimam em cair, espremidas.
Consegue sentir a vida esvaindo pelas cicatrizes dos pulsos - tristezas passadas.
É a amargura condensada.
Tão densa e sincronizada.
Doem os pulsos, no pulsar do coração.
A melodia sorumbática não a desagrada.
Quando a tristeza toma conta de seu corpo e de sua alma, ouvir os acordes melódicos e depressivos servem como um alento.
Sente o choro subindo pela garganta e mesmo com os olhos fechados as lágrimas teimam em cair, espremidas.
Consegue sentir a vida esvaindo pelas cicatrizes dos pulsos - tristezas passadas.
É a amargura condensada.
Tão densa e sincronizada.
Doem os pulsos, no pulsar do coração.
Saturday, October 20, 2007
Sobre a separação
Este quarto ficou grande demais.
E eu queria um quarto onde só coubesse o meu corpo, uma casca de concreto ao redor de mim. Eu não queria muita coisa.
Eu só queria que as paredes me abraçassem.
E eu queria um quarto onde só coubesse o meu corpo, uma casca de concreto ao redor de mim. Eu não queria muita coisa.
Eu só queria que as paredes me abraçassem.
Sunday, October 07, 2007
Então ela voltou.
Com tudo, sem pedir licença, sem perguntar se eu a queria novamente na minha vida. Entrou como um furacão, pra me fazer enfiar o dedo na ferida, ver o que nem esta cicatrizado sangrar. Fez-me perder-me em devaneios, ficar contando as horas, os minutos... Entrar num ciclo de pensamentos, e quando esses se acabam, entrar na onda da imaginação, as piores imaginações que alguém poderia ter. Virei zumbi, vagando pela casa escura, a mal dizer a infeliz que voltou sem ao menos um aviso prévio. Quando o que mais queria era dormir, ela volta, como pra me dizer que paz é algo distante para mim no momento. A insônia, aquele fantasma que me acompanhou por vários anos, esta aqui ao meu lado novamente. Como seu já não tivesse fantasmas suficientes a me perturbar! Como se minha mente já não fosse o bastante pra criar cenas a me torturar... Cada vez Murphy me parece mais presente: "Quando algo puder dar errado, vai dar e da pior forma possível". E dá, tenha certeza que tem horas que todo universo conspira contra você. E as palavras de consolo me parecem tão distantes, tão vagas, tão sem sentido e sentimento...
Sei que não é verdade, mas às vezes me parecem apenas palavras. E eu fico aqui novamente, retornando a um ciclo que conheço bem, noites em claro a procurar o que eu mesma nem sei como perdi.
Sunday, September 30, 2007
Indigestão
Sunday, September 23, 2007
Revival
E tem aqueles dias que você cutuca a ferida, só pra sentir aquela dorzinha outra vez.
E tem aqueles dias que você sabe que vai se machucar e acaba fazendo tudo de volta.
Só pra se sentir viva outra vez.
E tem aqueles dias que tudo parece saudades, ausência e dor.
E tem aqueles dias que a única vontade que dá é de sair correndo e gritando, se debatendo e xingando.
Só pra ver se a angústia passa.
Vontade de pegar essa droga de estilete e desenhar no corpo, ver o sangue brotar colorindo esses sentimentos incolores, tão insípidos e inodoros que dá nojo.
Mas amanhã tudo vai ser diferente.
Eu sei.
E tem aqueles dias que você sabe que vai se machucar e acaba fazendo tudo de volta.
Só pra se sentir viva outra vez.
E tem aqueles dias que tudo parece saudades, ausência e dor.
E tem aqueles dias que a única vontade que dá é de sair correndo e gritando, se debatendo e xingando.
Só pra ver se a angústia passa.
Vontade de pegar essa droga de estilete e desenhar no corpo, ver o sangue brotar colorindo esses sentimentos incolores, tão insípidos e inodoros que dá nojo.
Mas amanhã tudo vai ser diferente.
Eu sei.
Saturday, September 15, 2007
Friday, September 07, 2007
Saturday, September 01, 2007
Sunday, August 19, 2007
Color print
Foi quando eu percebi.
Todas as cores fortes de que sempre gostei e que coloriam a vida que eu desenhava haviam desbotado.
Procurava um culpado.
Foi quando você entrou.
E eu vi a culpa na sua cara lavada.
Sabia que você havia feito tudo de propósito, só pra me magoar.
Você apenas afirmou com a cabeça.
Você quis destruir minha vida.
Você quis descolorir a minha vida.
Porque você é louco, e mais louca fui eu em acreditar em você.
Do alto do décimo quarto andar eu gritei, gritei e joguei suas coisas janela abaixo.
Queria ter te jogado junto.
Gritei e gritei tanto que quem passava a dois quarteirões dali me ouviu.
Gritar era a única coisa que eu podia fazer.
Gritar e jogar as suas coisas fora.
Uma a uma.
Para bem longe de mim.
Depois fiquei olhando as luzes da cidade, o fluxo de carros.
Tentei colorir minha vida de volta.
Mas mesmo assim meu ódio não passou.
Eu sei que eu não vou pro céu mesmo, então eu desejo: eu quero que você morra. Morra.
E pronto.
Não quero mais nada de você, nem pra você...
Só que morra.
E suma da minha vida e leve todos os problemas que trouxe contigo.
Seu merda.
Eu te odeio.
(E ontem eu te quis ao meu lado. Para abraçar quente e me fazer dormir, e depois acordar todos os dias e olhar pra você, te fazer sorrir, e ver o tempo parar).
Saturday, August 18, 2007
Saturday, August 11, 2007
Deja vu
Tudo que ela precisa pra uma noite de sábado feliz é a velha festa com músicas dos anos 80, alguns cigarros e cervejas, e um menino uns 5 ou 4 anos mais novo, com quem ficará aos beijos por quase a noite toda.
Trocarão telefones, e na manhã seguinte já serão amigos de orkut. Passarão a tarde conversando amenidades no Messenger e então ele estará terrivelmente apaixonado. Até um dia descobrir que ela tem outro. Tentará se matar e ligará chorando pra cobrar coisas que ela nunca lhe prometeu. Ela vai lhe dizer que um dia ainda lhe agradecerá por tudo que lhe fez, e ele a odiará pro resto da vida.
E mesmo assim ela ainda achará que lhe fez um bem.
Historia verídica...
Trocarão telefones, e na manhã seguinte já serão amigos de orkut. Passarão a tarde conversando amenidades no Messenger e então ele estará terrivelmente apaixonado. Até um dia descobrir que ela tem outro. Tentará se matar e ligará chorando pra cobrar coisas que ela nunca lhe prometeu. Ela vai lhe dizer que um dia ainda lhe agradecerá por tudo que lhe fez, e ele a odiará pro resto da vida.
E mesmo assim ela ainda achará que lhe fez um bem.
Historia verídica...
Tuesday, August 07, 2007
Sunday, June 24, 2007
Never stop the game...
Ele me perguntou se eu não tenho medo de me machucar.
A pergunta ecoou em meus ouvidos, percorreu o corpo todo e foi parar no meio do meu estômago, como um soco, seco e certeiro.
Tentei em vão formular uma resposta complexa e verdadeira, mas enfim, a única coisa que saiu da minha boca foi um simples e mentiroso não.
Não é que eu não tenha medo, medo todos têm, eu acho.
Eu acho, e isso quer dizer que não é certeza, mas é tudo tão banal.
Sofrer todos sofrem, e eu sinto tanto.
Mas quem se importa realmente com isso?
A única coisa que eu quero agora é continuar dançando, pela noite toda, até de manhã.
Até me cansar.
Assim como cansei dele, e daquele outro.
Faz parte do jogo.
A pergunta ecoou em meus ouvidos, percorreu o corpo todo e foi parar no meio do meu estômago, como um soco, seco e certeiro.
Tentei em vão formular uma resposta complexa e verdadeira, mas enfim, a única coisa que saiu da minha boca foi um simples e mentiroso não.
Não é que eu não tenha medo, medo todos têm, eu acho.
Eu acho, e isso quer dizer que não é certeza, mas é tudo tão banal.
Sofrer todos sofrem, e eu sinto tanto.
Mas quem se importa realmente com isso?
A única coisa que eu quero agora é continuar dançando, pela noite toda, até de manhã.
Até me cansar.
Assim como cansei dele, e daquele outro.
Faz parte do jogo.
Sunday, June 17, 2007
Sunday, June 10, 2007
Mantra
Todos os dias, pela manhã, abro a janela do meu quarto pra deixar o sol ou o cinza do dia entrar.
E vou repentindo enquanto troco de roupa: que seja mais doce.
Enquanto tomo meu café: que seja mais doce.
Enquanto escovo meus dentes: que seja mais doce.
Enquanto faço a maquiagem: que seja mais doce.
Enquanto saio pra trabalhar: que seja mais doce.
E assim por diante.
E vou repentindo enquanto troco de roupa: que seja mais doce.
Enquanto tomo meu café: que seja mais doce.
Enquanto escovo meus dentes: que seja mais doce.
Enquanto faço a maquiagem: que seja mais doce.
Enquanto saio pra trabalhar: que seja mais doce.
E assim por diante.
Thursday, June 07, 2007
A noite das impossibilidades
No exato momento em que ela virou o último gole do capuccino, e se encaminhava para a sala de embarque, o aviso de que o vôo iria atrasar devido ao mau tempo fez com que seu castelo de areia desmoronasse.
Seu plano de chegar a tempo de encontrá-lo acabava de ser destruído.
Droga de chuva, droga de tempo, droga de vida.
Não tinha muito que fazer a não ser esperar que uma boa notícia ecoasse pelos alto-falantes do saguão de espera.
Neste meio tempo, o negócio era distrair a mente. Observar as pessoas, pensar em outras coisas, qualquer alternativa que fizesse com que aquela ansiedade e taquicardia passassem.
Em vão tentou imaginar o cenário de um filme, lembrar uma peça de teatro, tentou adivinhar o que as pessoas carregavam em suas valises.
Imaginou todas as possibilidades que se dissipavam com as gotas grossas da chuva, as palavras imaginadas que não seriam ditas, nem ouvidas, pelo menos não naquela noite.
De repente uma tristeza profunda tomou conta de si, e ela teve a sensação de morrer, sua vida se esvaindo, teve pena de si mesma...
Se tivesse que tocar uma música neste momento seria “Stella was a diver and she was always down” do Interpol.
Seu desejo neste momento era se chamar Stella.
Ou qualquer outro nome, não importava.
O tempo corria, e já era tarde demais...
Queria chamar-se Alice, e regressar ao País das Maravilhas.
Mas isso não foi possível, não nesta noite.
E Alice então adormeceu, no saguão de espera, logo após que uma lágrima grossa rolou pelo seu rosto.
Por que vontade é uma coisa que da e passa, mas nem sempre é assim...
Por que nem todos os seus desejos podem ser realizados.
Por que tudo pode ser interpretado de várias maneiras.
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