Sunday, December 16, 2007

Me deixe ser canalhaaaa!!!

Sunday, December 09, 2007

Você foi uma brisa que passou na minha vida.
E que me deixou resfriada.

Sunday, December 02, 2007

Se eu pudesse escreveria um final diferente pra nós dois.
Um final feliz.
É triste ver uma estória tão bonita terminar assim.
Eu faria isso.
Terminaria de outra forma.
Acho que nós merecemos.
Daí eu percebo o quanto eu sou incapaz.
Realmente é uma pena.

Sunday, November 11, 2007

Leif Eriksson

A sonoridade das músicas tristes a acalma.
A melodia sorumbática não a desagrada.
Quando a tristeza toma conta de seu corpo e de sua alma, ouvir os acordes melódicos e depressivos servem como um alento.
Sente o choro subindo pela garganta e mesmo com os olhos fechados as lágrimas teimam em cair, espremidas.
Consegue sentir a vida esvaindo pelas cicatrizes dos pulsos - tristezas passadas.
É a amargura condensada.
Tão densa e sincronizada.
Doem os pulsos, no pulsar do coração.

Saturday, October 20, 2007

Sobre a separação

Este quarto ficou grande demais.
E eu queria um quarto onde só coubesse o meu corpo, uma casca de concreto ao redor de mim. Eu não queria muita coisa.
Eu só queria que as paredes me abraçassem.

Sunday, October 07, 2007

Então ela voltou.

Com tudo, sem pedir licença, sem perguntar se eu a queria novamente na minha vida. Entrou como um furacão, pra me fazer enfiar o dedo na ferida, ver o que nem esta cicatrizado sangrar. Fez-me perder-me em devaneios, ficar contando as horas, os minutos... Entrar num ciclo de pensamentos, e quando esses se acabam, entrar na onda da imaginação, as piores imaginações que alguém poderia ter. Virei zumbi, vagando pela casa escura, a mal dizer a infeliz que voltou sem ao menos um aviso prévio. Quando o que mais queria era dormir, ela volta, como pra me dizer que paz é algo distante para mim no momento. A insônia, aquele fantasma que me acompanhou por vários anos, esta aqui ao meu lado novamente. Como seu já não tivesse fantasmas suficientes a me perturbar! Como se minha mente já não fosse o bastante pra criar cenas a me torturar... Cada vez Murphy me parece mais presente: "Quando algo puder dar errado, vai dar e da pior forma possível". E dá, tenha certeza que tem horas que todo universo conspira contra você. E as palavras de consolo me parecem tão distantes, tão vagas, tão sem sentido e sentimento...
Sei que não é verdade, mas às vezes me parecem apenas palavras. E eu fico aqui novamente, retornando a um ciclo que conheço bem, noites em claro a procurar o que eu mesma nem sei como perdi.

Sunday, September 30, 2007

Indigestão



Eu tô mastigando o mundo e ele tá descendo rasgando junto com as lágrimas.
Tá doendo muito, não tem remédio e eu tô tão sozinha....

Sunday, September 23, 2007

Revival

E tem aqueles dias que você cutuca a ferida, só pra sentir aquela dorzinha outra vez.
E tem aqueles dias que você sabe que vai se machucar e acaba fazendo tudo de volta.
Só pra se sentir viva outra vez.
E tem aqueles dias que tudo parece saudades, ausência e dor.
E tem aqueles dias que a única vontade que dá é de sair correndo e gritando, se debatendo e xingando.
Só pra ver se a angústia passa.
Vontade de pegar essa droga de estilete e desenhar no corpo, ver o sangue brotar colorindo esses sentimentos incolores, tão insípidos e inodoros que dá nojo.
Mas amanhã tudo vai ser diferente.
Eu sei.

Saturday, September 15, 2007

Eu amo!!!

Pode parecer estranho ou doentil, mas é tanto amor que transborda.
É tão intenso que acaba por ultrapassar a tênue linha entre o que é amor e o que e ódio.
Por isso que pareço odiar.
Amor/ódio
Ódio/amor

Vai entender.

Friday, September 07, 2007

E nem é amor o que me impulsiona, é raiva!

Saturday, September 01, 2007

Um dia vamos nos reencontrar
E ambos, depois do susto, vamos nos aproximar bem devagar
E olhando bem nos olhos, vou me aproximar do seu ouvido
E como quem conta pornografias secretas vou berrar o mais alto que conseguir:
IMBECIL!

Sunday, August 19, 2007

Color print


Foi quando eu percebi.
Todas as cores fortes de que sempre gostei e que coloriam a vida que eu desenhava haviam desbotado.
Procurava um culpado.
Foi quando você entrou.
E eu vi a culpa na sua cara lavada.
Sabia que você havia feito tudo de propósito, só pra me magoar.
Você apenas afirmou com a cabeça.
Você quis destruir minha vida.
Você quis descolorir a minha vida.
Porque você é louco, e mais louca fui eu em acreditar em você.
Do alto do décimo quarto andar eu gritei, gritei e joguei suas coisas janela abaixo.
Queria ter te jogado junto.
Gritei e gritei tanto que quem passava a dois quarteirões dali me ouviu.
Gritar era a única coisa que eu podia fazer.
Gritar e jogar as suas coisas fora.
Uma a uma.
Para bem longe de mim.
Depois fiquei olhando as luzes da cidade, o fluxo de carros.
Tentei colorir minha vida de volta.
Mas mesmo assim meu ódio não passou.
Eu sei que eu não vou pro céu mesmo, então eu desejo: eu quero que você morra. Morra.
E pronto.
Não quero mais nada de você, nem pra você...
Só que morra.
E suma da minha vida e leve todos os problemas que trouxe contigo.
Seu merda.
Eu te odeio.
(E ontem eu te quis ao meu lado. Para abraçar quente e me fazer dormir, e depois acordar todos os dias e olhar pra você, te fazer sorrir, e ver o tempo parar).

Saturday, August 18, 2007

Atualizar

Será que se ele apertasse a minha tecla F5 a cada minuto, ainda gostaria de mim?

Saturday, August 11, 2007

Deja vu

Tudo que ela precisa pra uma noite de sábado feliz é a velha festa com músicas dos anos 80, alguns cigarros e cervejas, e um menino uns 5 ou 4 anos mais novo, com quem ficará aos beijos por quase a noite toda.
Trocarão telefones, e na manhã seguinte já serão amigos de orkut. Passarão a tarde conversando amenidades no Messenger e então ele estará terrivelmente apaixonado. Até um dia descobrir que ela tem outro. Tentará se matar e ligará chorando pra cobrar coisas que ela nunca lhe prometeu. Ela vai lhe dizer que um dia ainda lhe agradecerá por tudo que lhe fez, e ele a odiará pro resto da vida.
E mesmo assim ela ainda achará que lhe fez um bem.


Historia verídica...

Tuesday, August 07, 2007

Hoje eu vi o Diabo e ele NÃO veste prada.
Na verdade ele veste umas roupas bem "piãolifestylemadeM.Officer" e tem o pinto pequeno.

Já mencionei que ele também é covarde?

Bom, isso não vem mais ao caso.
Sem maiores detalhes.

Sunday, June 24, 2007

Never stop the game...

Ele me perguntou se eu não tenho medo de me machucar.
A pergunta ecoou em meus ouvidos, percorreu o corpo todo e foi parar no meio do meu estômago, como um soco, seco e certeiro.
Tentei em vão formular uma resposta complexa e verdadeira, mas enfim, a única coisa que saiu da minha boca foi um simples e mentiroso não.
Não é que eu não tenha medo, medo todos têm, eu acho.
Eu acho, e isso quer dizer que não é certeza, mas é tudo tão banal.
Sofrer todos sofrem, e eu sinto tanto.
Mas quem se importa realmente com isso?
A única coisa que eu quero agora é continuar dançando, pela noite toda, até de manhã.
Até me cansar.
Assim como cansei dele, e daquele outro.
Faz parte do jogo.

Sunday, June 17, 2007

Young...

Ela tinha o mundo nos olhos, uma visão distorcida da vida, mas não se importava muito com isso.


Quando um amor deixa de ser grande, ele não vira pequeno
amor, vira pequeno estorvo...

Sunday, June 10, 2007

Mantra

Todos os dias, pela manhã, abro a janela do meu quarto pra deixar o sol ou o cinza do dia entrar.
E vou repentindo enquanto troco de roupa: que seja mais doce.
Enquanto tomo meu café: que seja mais doce.
Enquanto escovo meus dentes: que seja mais doce.
Enquanto faço a maquiagem: que seja mais doce.
Enquanto saio pra trabalhar: que seja mais doce.
E assim por diante.

Thursday, June 07, 2007

A noite das impossibilidades


No exato momento em que ela virou o último gole do capuccino, e se encaminhava para a sala de embarque, o aviso de que o vôo iria atrasar devido ao mau tempo fez com que seu castelo de areia desmoronasse.
Seu plano de chegar a tempo de encontrá-lo acabava de ser destruído.
Droga de chuva, droga de tempo, droga de vida.
Não tinha muito que fazer a não ser esperar que uma boa notícia ecoasse pelos alto-falantes do saguão de espera.
Neste meio tempo, o negócio era distrair a mente. Observar as pessoas, pensar em outras coisas, qualquer alternativa que fizesse com que aquela ansiedade e taquicardia passassem.
Em vão tentou imaginar o cenário de um filme, lembrar uma peça de teatro, tentou adivinhar o que as pessoas carregavam em suas valises.
Imaginou todas as possibilidades que se dissipavam com as gotas grossas da chuva, as palavras imaginadas que não seriam ditas, nem ouvidas, pelo menos não naquela noite.
De repente uma tristeza profunda tomou conta de si, e ela teve a sensação de morrer, sua vida se esvaindo, teve pena de si mesma...
Se tivesse que tocar uma música neste momento seria “Stella was a diver and she was always down” do Interpol.
Seu desejo neste momento era se chamar Stella.
Ou qualquer outro nome, não importava.
O tempo corria, e já era tarde demais...
Queria chamar-se Alice, e regressar ao País das Maravilhas.
Mas isso não foi possível, não nesta noite.
E Alice então adormeceu, no saguão de espera, logo após que uma lágrima grossa rolou pelo seu rosto.



Por que vontade é uma coisa que da e passa, mas nem sempre é assim...
Por que nem todos os seus desejos podem ser realizados.
Por que tudo pode ser interpretado de várias maneiras.

Saturday, June 02, 2007

Hoje fez um mês que a Hildegard dormiu pra sempre...

Dorminhoca!