Sunday, May 06, 2007

For my favorite Doctor...

Ok, um dia ainda escrevo sobre você.
Sobre essa nossa amizade de anos, de nossas estórias ultra divertidas em madrugadas viradas, alvoreceres tranqüilos cheios de promessas e desejos.
Um dia vou escrever sobre todos os anos em que ficamos separados, como nossas vidas caminharam separadas e acabaram por se encontrar num dia de chuva, depois de um quase desastre.
Um dia descrevo como foi o medo da quase entrega, dos risos, das conversas. Nossos quase planos, os dois com um pé atrás, desconfiados da vida, com medo da quase felicidade.
Um dia vou escrever um texto contando tudo isso, com riquezas de detalhes, descrevendo teus cabelos que eu tanto gosto de bagunçar, a cor verde desses teus olhos de abismo, onde eu caio e caio e caio... Vou descrever, mas é claro que não tão precisamente como deveria ser essa sensação que teu sorriso aberto me dá.
Um dia você terá um texto só pra você. Impregnado de ternura, de sentimentos bons.
Um texto cheio daquilo que eu tento demonstrar e não consigo.
Será um texto-declaração pra deixar registrado o quanto amo você, e tudo aquilo que não sei dizer.

Saturday, May 05, 2007

Cool é...

Sair de uma livraria as 8h da manhã de um sábado e dar de cara com um gari ouvindo Carlos Jardel...

Saturday, April 28, 2007

Remember?

Maik diz:
Acabou né?
Maik diz:
Comece pelo começo, disse o rei solenemente
Maik diz:
E vá até o fim, então...Pare
Maik diz:
hehehe.....O rei disse para a Alice, lembra?
Clementine:
E tem como esquecer?

Tuesday, April 10, 2007

Talvez se você falasse menos, me abraçasse mais, e mais apertado.
Se você me beijasse daquele jeito que faz com que nenhum pensamento seja produzido.
Se você fosse menos preocupado com detalhes poucos e pequenos.
Talvez, somente talvez eu te contaria meus medos e você entederia o porque da minha insegurança.


Mas você desata a falar e eu tô meio que sem paciência pra ouvir.
E eu digo bobagens e você entende besteiras.

Monday, April 09, 2007

Viagem pra ilha

Eu quero é ver o céu daqui, sentindo a grama e as folhas secas embaixo de mim, sentindo o vento lamber meu corpo inteiro.

Quero é ver a lua por trás das copas dançantes, dançar com elas sem sair do lugar.

Quero é lagrimar de felicidade, suspender os pêlos vez ou outra e sorrir querendo guardar tudo por dentro.

Quero é sair do meu tempo, do tempo que corre rápido, e entrar no tempo das coisas que não ligam pro tempo.

Eu quero é abraçar as árvores, mergulhar no chão, pisar descalça no úmido.

Quero ver o bicho de perto, sentir o espinho espetar, cantar contra a corrente, jogar terra pro alto, ouvir os grilos e as cigarras barulhando.

Quero é a intensidade, o colorido do desbotado, o contraste da luz, o choro da alegria.

Quero dividir o viver, espalhar toda a beleza que vejo pelos olhos que não são meus, ver os outros vivendo, viver com eles, vê-los e vivê-los.


Quero mais é que essa vida efêmera valha a pena e seja feita de momentos eternos.

Tô indo e não sei quando volto, mas eu volto, beeeeem mais feliz!!!

Sunday, April 08, 2007

"Eu dizia "apareça", quando apareceu não esperava...
Me beijou e disse "não me esqueça"...
Foi embora, e eu só esqueci metade...
Que bom que eu não tinha um revólver!
Quem ama mata mais com bala que com flecha...
E a gente faz e acontece nessa vida, nessas telas...
Nessas bagatelas!"

Saturday, April 07, 2007

Candy Killer

Sabe? Não quero te julgar, mas o que você faz é errado.
Menina má e sem coração.
Tão dissimulada.
Tão doce e compreensível.
Meiga até.
Dá aos tolos as mentiras que necessitam, a atenção pretendida.
Cria ilusões como quem faz bolinhas de sabão.
E faz das ilusões as próprias bolinhas de sabão, e as estoura uma por uma, rindo apenas.
Garota perversa.
Cativa e depois abandona.
Cultiva pra depois destruir todo o jardim.
Crueldade maior é saber que não sente remorso.
Apenas diz não se importar.
Tem sede e fome. De paixão e de amor.
Tem uma necessidade absurda de que lhe acaricie o ego.
Depois de consumida a vítima, apenas limpa o canto dos lábios e sai a procura de outro.
Faz disso um jogo, uma diversão.
Só que é vazia.
E o coração começa a ressecar.
Falta pouco pra acabar agora.
Às vezes, a morte é só a confirmação do óbito
.

Saturday, March 31, 2007

Ah!! O amor... (ou use Vodol)

Pode um grande amor, quando frustrado tornar-se uma maldição?
Creio que sim, por experiência própria, porque sei o que significa um dia ter alguém tão importante pra você ao seu lado, que seria capaz de deixar de respirar, e morreria sufocada, cianótica, mas feliz, sorrindo até.

E de repente essa mesma pessoa passa a ser tão insignificante como uma frieira no dedinho do pé. Insignificante, porém incomoda.
Sabe aquelas frieiras que deixam o meinho do dedo em carne viva?

Pois é, tem gente que vira frieira no seu dedo mindinho no pé.

Saturday, March 24, 2007

Emilio is dead...

- Você tá diferente.
- Eu sei.
- O que aconteceu?
- Perdeu a graça ser o peixe que se debate no tapete da sala.

Saturday, March 17, 2007

(Entre parenteses)

Cabeça encostada no vidro do ônibus (ela está indo embora),
e da mesma forma que as gotas de chuvas escorrem pela transparência as lágrimas escorrem pela pele macia de seu rosto. (é a tristeza líquida)
Rosto de menina com corpo de mulher. (todos vêem)
Coração de quem sabe que já cresceu, mas não quer admitir.
(então ela mente)
Consciência de quem tem muitas responsabilidades, mas não quer cumprir. (ela engana)
Vontade de voltar a ser criança. (ela sonha)

Saturday, March 10, 2007

Para alguém que já foi você, ou eu, ele e ela. Todos nós.

Sempre a viram como uma gigante.
Sempre tão intensa e densa.
Sempre no superlativo.
Se sorria, era um sorriso enorme.
Se sofria, era um sofrimento sem fim.
Se amava, era pra vida toda.
Gostava de cores fortes, intensas como ela própria.
Gostava de paixões tórridas.
De temperos exóticos.
Sempre fora assim: dramática e visceral.
Teatral às vezes.
Mas genuína, toda vida.

Saturday, March 03, 2007

Roda Viva!

Eu parei agora especialmente pra pensar no que foram os últimos dias da minha vida. De fato, foram dias que posso chamar de intensos, mesmo não sendo num sentido catastrófico ou extremo. Não falo de muito tempo. Só desta última semana, as lembranças são várias, muito fortes e muito discrepantes entre si. Momentos felizes, momentos inúteis, momentos esperançosos, momentos doentis, momentos depressivos, momentos carinhosos, momentos agressivos, momentos niilistas, momentos de todo tipo, misturados e confusos no tempo e no espaço. O fato é que, por mais "normal" que pareça, essa mistura veio acompanhada de várias reflexões que se amontoaram também. Tenho a impressão de que se eu conseguisse dizer tudo que estou pensando/sentindo nesse exato instante, um caos se formaria ao meu redor e sabe-se lá a conseqüência que isso traria. Pois bem, pode respirar sossegado porque eu não vou conseguir.

Sunday, February 25, 2007

Naquele dia que eu esqueci...

Se eu pudesse escolher, morreria em setembro.
Com a chegada da primavera e das borboletas. Morreria assim, numa tarde de sol meio tímido, mas presente, com nuvens brancas e gordas no céu, formando desenhos sortidos em meio ao azul intenso. Seria uma tarde romântica.
Nós tomaríamos um sorvete, o seu de limão, o meu não lembro bem, algo doce, muito doce (afinal não era doçura o que faltava?). As coisas aconteceriam rápidas e lentas demais.
Seria uma breve reunião de tudo o que gosto:
Tarde de sol com nuvens brancas no céu azul.
Sorvete do Freddo
Carinhos sem fim
Macarronada da Mamma
Brigadeiro
Um bom e relaxante sono.
A perfeição refletida em últimos momentos, não nossos, mas meus. Meus últimos momentos.
A perfeição de uma vida imperfeita.
Enfim, algo saiu errado.
E as semanas (e meses? E anos?) seguintes foram só tempestade na vida da menina de olhos de tempestade.

BANG BANG!!!

(Agora você poe a mão no peito e vai caindo devagar, como se tivesse sido atingido, e fica no chão, como se estivesse morto, só pra me fazer feliz).

Saturday, February 17, 2007

Como pode um peixe vivo???

Se fulaninho tivesse ficado meu amigo, mesmo depois do rompimento, eu poderia ligar pra ele e perguntar o que esta havendo com o meu aquário, e o por que meus peixes estão morrendo.
Mas não, fulaninho não quis ser meu amigo pra sanar as minha dúvidas de piscicultura.
Nem pra isso ele serviu.

Tuesday, February 13, 2007

O que acontece com o pra sempre, quando o pra sempre acaba?

É meu bem, tudo que eu desejo, mas desejo com vontade e profundamente, eu consigo.
Pode demorar, mas eu consigo.
E foi assim que eu esqueci.
Desejei do fundo da minha alma pra que aquele sentimento se fosse, como se vão os segundos depois que o ponteiro passa no infinito tic-tac.
E hoje ao acordar me senti mais vazia, sabe?
Mais vazia que o normal, meu amor. E percebi que pensar em você não me provoca as mesmas reações de antes.
Acabou, definitiva e irremediavelmente acabou.
Não sobrou nada, nem mágoa, nem tristeza.
Nem dor.
É estranha essa sensação de página virada, consegue perceber?
Mas virou. Virou realidade.
Já não desejo mais. Já não me aflige mais.
Já não me importa mais saber de você.
E agora sim, estou livre do peso do amor-sem-fim-que-acabou-assim-de-repente.
O peso do amor que era pra sempre e eterno e que sem nenhuma explicação tornou-se oco e sem nexo. O amor que sem mais nem menos não me convinha mais. Que me convêm mais, meu bem.
Estou livre da maldição dos amores infelizes e incompletos.
Estou livre, e é só...
Livre pra que minha vida siga a diante.


*E sabe qual é a melhor parte de tudo? É que ninguém mais vai me comparar a Joni Mitchell. Detesto Joni Mitchell, sempre detestei Joni Mitchell, ainda mais ser comparada a Joni Mitchell.*

Sunday, February 11, 2007

Depois que amadureceu e que decidiu não mais se matar, foi-se embora inspiração. Deixava então de ser uma sofredora diletante para tornar-se uma aduta

O sol brilhou na manhã seguinte depois da sétima vez que você me matou.
Eu acordei e o gosto metálico de sangue continuava na minha boca.
Eu pensei umas três mil quatrocentas e noventa e sete vezes como você foi capaz de fazer isso comigo.
Mas na verdade eu nem estava tão surpresa assim.
Você é sempre tão previsível que eu sabia que cedo ou tarde eu sentiria o punhal entrando nas minhas costas nuas.
Então, quando tudo aconteceu nem doeu tanto.
Creio que agora, vendo as tuas costas despidas, enquanto seguro o punhal com minhas mãos trêmulas, sentindo a carne rasgando e os filetes de sangue escorrendo devagar, pra se encontrarem no chão formando a poça maior a dor deva ser imensa.
Não, essa dor não é minha, é sua.
Tomara que doa, que doa muito.
Ninguém joga o meu coração no chão assim.
Embora hoje eu nem precise mais de um coração.



**Vou publicar todos os textos que eu tenho guardados.
O conteúdo destes textos nãoi condizem necessariamente com minha situação psicológica atual.
O título deste post é uma citação de Fernanda Young, que me fez pensar que realmente decepção não mata, mas te ajuda a amadurecer.**

Saturday, February 03, 2007

Atualmente...

Para Bob...



Eu sempre achei que sabia o que procurava.
Eu sempre fui tão segura de mim mesma.
Auto-suficiente até.
Ledo engano.
Hoje eu sei, o que eu mais queria era paz.
Paz de espírito, paz interior.
E o mais contraditório e que paz era a única coisa que eu não tinha.
Era o que estava me faltando.
Não, não irei culpar ninguém pela falta de algo que só dizia respeito a mim mesma, algo do meu interesse.
Enfim, tudo passou.
E esse sorriso que trago agora em meus lábios é verdadeiro, como há tempos não era.
Meu amigo imaginário me faz feliz, me faz sorrir e me dá diariamente drops de sorrisos e paz.
Paz.
É o que eu tenho agora.


(e agora o que eu faço com todos os textos deprês e de desabafo que escrevi em tempos ruins? Tô feliz demais pra postar aquelas coisas tristes e dramáticas. Enfim, depois penso nisso)

Saturday, January 27, 2007

É isso aí...

Ensaio sorrisos outra vez.
E rio descaradamente com cada recado.
Diversão gratuita.
Joguinhos de sedução perigosos.
Mas mesmo assim me delicio.
Volto a ser o que era outrora.
Filmes franceses, músicas inglesas.
Humor ácido.
Deus!!! Como me permiti perder tudo isso?
Como abri mão de ser o que sou por nada?
Agora trilho o caminho de volta, vou colocar cada coisa em seu lugar.
E sim, me atrevo a dizer que estou feliz.
Feliz como uma canção da Macy Grey.

Saturday, January 20, 2007

Tá difícil...

Mesmo que eu quisesse não iria conseguir explicar tudo o que anda acontecendo.
Vou deixar passar um pouco mais de tempo, e talvez eu tente escrever sobre tudo isso.
Mas não é uma promessa. Não vou me cobrar tanto.
E vou me permitir ser feliz, só pra variar.
Isso também não é uma promessa.
Mas vou tentando.
Cansei de chorar feridas que não cicatrizam.
Isso é fato.
Perdi a inspiração pra escrever, talvez a tristeza esteja indo embora, e isso sim é bom...
Minha cara blazè também está de volta.
E eu gosto disso.
E eu gosto de muitas outras coisas.
Estou me redescobrindo.