Eu quero beijos intermináveis
Até que os lábios mudem de cor...
Sou Alice.. "Everybody loves a big fat lie". Acho que as pessoas acham que PRECISAM da mentira, mas não a amam. Sou Amélie muitas vezes, para sonhar.. Porque acho que eu olho além, com uma lente de aumento para as pequenas e belas coisas. Isso em faz sorrir sem motivo. Mas acho que a Clem sou eu, quando busco a mim.. Mutável, não, reciclável, porque eu que sei quando me encontrar. E não devo buscar o amor nos outros, mas encontrá-lo no meu ser.
Friday, June 19, 2009
Tuesday, June 09, 2009
Friday, June 05, 2009
Wednesday, May 20, 2009
Monday, May 04, 2009
Imunidade
Qualquer mal que você eventualmente venha me causar, não será maior que o mal que você já me causou...
Não perca seu tempo comigo...
Não perca seu tempo comigo...
Monday, April 06, 2009
Cultivando borboletas amarelas
A garota de botas vermelhas e malas com fitinhas amarradas chegou na cidade de mil cores e ficou boba com tanta mágica e beleza que via enquanto passeava. Ali, na primeira esquina, havia um senhor de bigodes brancos que tocava músicas de sonho num acordeon. Andando quadras adiante, viu árvores com galhos secos apontados pro alto, como se dessem adeus às folhas que se desgrudavam e voavam em direção ao infinito. Viu uma doceria feito aquelas de filme, onde rosquinhas de chocolate cheiravam incrivelmente bem e bolinhos estalavam dentro de fornos, fazendo um barulho divertido. Viu um cachorro sem dono, que também olhava os doces com olhos brilhantes. Viu fonte com sereias cuspindo água, patinador andando de costas e caixinhas de música tocando Edith, Nina e Frank. Estava de olho num casal que trocava beijos, quando caiu num bueiro da calçada onde andava. Infelizmente teve que ficar lá por alguns dias, teve até que tirar o guarda-chuva da mala e trocar de casaco. A cidade era tão bonita que os olhos de todos estavam ocupados demais pra olhar pra baixo.
Monday, March 30, 2009
Monday, March 23, 2009
Wednesday, January 21, 2009
Dito por aí...
"*Pouco me importa o que vocês vão fofocar, entendido?
*Não sou fã dos seres humanos, são ridículos, com idéias ridículas e ambições ridículas. Sim eu sei que sou humana mas não me orgulho disso, a humanidade é patética;
*Acho que deveria haver mais liberdade no mundo e que as pessoas deveriam se ligar do que acontece por aí e pararem de pensar que está tudo bem do jeito que está;
*Se for pra me xingar ou algo similar, poupe seu tempo. Sei dos meus defeitos e não preciso de ninguem que me fale deles. Posso te ouvir mas não, você não vai me atingir :) Afinal... você não é melhor que eu assim como não sou melhor que você;
*Igualdade."
-> Faço minhas as suas palavras...
*Não sou fã dos seres humanos, são ridículos, com idéias ridículas e ambições ridículas. Sim eu sei que sou humana mas não me orgulho disso, a humanidade é patética;
*Acho que deveria haver mais liberdade no mundo e que as pessoas deveriam se ligar do que acontece por aí e pararem de pensar que está tudo bem do jeito que está;
*Se for pra me xingar ou algo similar, poupe seu tempo. Sei dos meus defeitos e não preciso de ninguem que me fale deles. Posso te ouvir mas não, você não vai me atingir :) Afinal... você não é melhor que eu assim como não sou melhor que você;
*Igualdade."
-> Faço minhas as suas palavras...
Sunday, January 04, 2009
Acontece que o coração anda bem, a mente manisfestando coisas que nem sabia mais como eram, músicas românticas cafonas em alta...
Oras, todos sabem o que isso significa.
Aquele medo pequeno de perder algo que está tão bom e noites de sono permeadas de situações que só acontecerão num futuro próximo na realidade, mas já tantas vezes no pensamento.
Tudo lindo, perfeito.
Aquela carinha de anjo, a voz que sussurra palavras que acho tão bonitas e aqueles olhos que nunca me canso de olhar...
Andar já é um ato desconhecido porque agora eu flutuo.
E flutuando eu abro a porta do quarto e dou de cara com uma barata.
Vou te contar...
Oras, todos sabem o que isso significa.
Aquele medo pequeno de perder algo que está tão bom e noites de sono permeadas de situações que só acontecerão num futuro próximo na realidade, mas já tantas vezes no pensamento.
Tudo lindo, perfeito.
Aquela carinha de anjo, a voz que sussurra palavras que acho tão bonitas e aqueles olhos que nunca me canso de olhar...
Andar já é um ato desconhecido porque agora eu flutuo.
E flutuando eu abro a porta do quarto e dou de cara com uma barata.
Vou te contar...
Tuesday, December 16, 2008
Pode-se dizer que foram feitos um para o outro. Com uma mágica oposta que só quem vê as estrelas brilharem consegue compreender. Um completa o outro e vice-versa. Em uma perfeita sintonia que é levada como uma melodia de ninar. Adivinham-se pensamentos e lhes bastam um olhar para todo um enredo ser lembrado. Ás vezes se ri, outras se chora. Com braços e pernas entrelaçados. Carinhos e afagos intermináveis, incansáveis, infinitos. E o tempo poderia parar em um instante assim, sendo congelado como uma das mais belas e também mais simples cenas, dentre tantas outras, de amor.
Tuesday, December 02, 2008
Vaga lembrança
Espalho post-its pelos quatro cantos do mundo e não me queixo, é essa agitação que nos afasta de nuvens escuras, de invernos que crescem por dentro. Porque das frentes frias e tempestades de verdade eu não tenho medo - para estas, basta abrir o guarda-chuva.
Thursday, November 27, 2008
Estranho
Então cheguei à estranha constatação que as pessoas me acham engraçada.
Que porra de graça é essa que vem de uma pessoa que só sabe ser ácida e cortante.
Tenho tantos e bons amigos, que me chamam pra sentar-se à mesa do bar e riem das minhas bobagens.
Não sou engraçada, não tenho graça.
Mesmo assim estou sempre à mesa, de copo cheio, coração vazio, mas com um sorriso nos lábios.
Que porra de graça é essa que vem de uma pessoa que só sabe ser ácida e cortante.
Tenho tantos e bons amigos, que me chamam pra sentar-se à mesa do bar e riem das minhas bobagens.
Não sou engraçada, não tenho graça.
Mesmo assim estou sempre à mesa, de copo cheio, coração vazio, mas com um sorriso nos lábios.
Monday, November 24, 2008
Hoje, me vi com trinta e cinco anos. Olhei no espelho aquele rosto tão meu que por cinco segundos não me pertenceu mais. Atrás, a desorganização das minhas coisas e da minha vida. A insônia que causa olheiras e desconforto, a uma da manhã. As blusas de frio e os cachecóis, os cabelos despenteados, as unhas descascadas. Um misto de frustração com insegurança e insatisfação. Porque frustração e insatisfação são dois conceitos diferentes. E senti os dois. Aquilo que eu achava que seria aos trinta e cinco anos, como os exemplos que tenho dentro de mim. Mas, ainda restam álcool e rockandroll no fim de semana pra fazer esquecer
Friday, November 21, 2008
Vontade é coisa que dá e passa.
Vontade, anseio, volição ou desejo, às vezes parece ser coisa de gente mimada, capricho puro e simples.
Eu sou uma pessoa mimada. Sou mimada por mim mesma. Acaricio meu ego de três a quatro vezes por dia. Faço minhas vontades, meus caprichos. Acho que me mimei demais. Por vezes me sinto aprisionada a estes anseios. A gordinha dona da bola, que não deixa ninguém jogar se não for por suas regras. Desejo pode ser uma coisa deveras perigosa. Se deixar dominar por ele então, quase uma profissão perigo. Dominar essa cobiça alucinada é um exercício de puro autocontrole e paciência, e confesso que pode ser um exercício doloroso. Desejos podem transformar-se em dor. Porém, por mais doloroso que isso possa ser, acho que ninguém sofre mais do que aquele que não sabe o que quer.
Eu sou uma pessoa mimada. Sou mimada por mim mesma. Acaricio meu ego de três a quatro vezes por dia. Faço minhas vontades, meus caprichos. Acho que me mimei demais. Por vezes me sinto aprisionada a estes anseios. A gordinha dona da bola, que não deixa ninguém jogar se não for por suas regras. Desejo pode ser uma coisa deveras perigosa. Se deixar dominar por ele então, quase uma profissão perigo. Dominar essa cobiça alucinada é um exercício de puro autocontrole e paciência, e confesso que pode ser um exercício doloroso. Desejos podem transformar-se em dor. Porém, por mais doloroso que isso possa ser, acho que ninguém sofre mais do que aquele que não sabe o que quer.
Tuesday, October 07, 2008
Meia garrafa de champagne e como sempre, nenhuma mentira é suficiente.
Torna-se fácil quando o tempo passa depressa. Dorme. Hipocondríaca, orgulhosa de qualquer bobagem tola que tenha feito. Bobagem tola, redundância de si mesma. Sangue, algodão, pontos. O pior ano da sua vida pode ser o melhor ano da sua vida? Lê, lê, lê, mente que lê. Arruma um emprego, arruma outro emprego. É escravizada, enquanto guarda moedas para fazer não sei o que, talvez uma viagem, ou novas botas, maquiagem. Tem aulas de francês e tem botecos com três andares para beber mais que duas décadas. Faz vinte e alguns anos e perde a responsabilidade em uma noite-de-se–perder-tudo, com desequilíbrio provocado e idiomas desconhecidos. Aquele e aquele e aquele outro. No fim, aquele que dizem que não podia, a safra de adolescentes bobos que prestam atenção em tudo o que ela fala, e fazem perguntas, e tiram duvidas, e tiram-lhe a vida um pouquinho a cada dia. E um último adolescente e as aulas de francês de novo. Como toda mulher moderna, ela namora um cara mais novo. Ela namora? Não, ela não namora, porque não sabe ter relacionamentos. Ela já não pega um aqui e outro lá, mesmo assim sempre volta para o seu menino com olhos de chocolate de Bukowski. Ela aprende a ser assim, ela chora, ela vira pseudo-escritora, ela não consegue escrever, ela morre, ela se mata, ela esquece, ela tenta, ela desiste. Mais uma que não consegue.
Monday, September 22, 2008
Wednesday, September 10, 2008
...
Você me olha e sorri daquele jeito que faz com que os joelhos tremam um pouco, e vem aquela sensação de desmaio. E me odeio por não ser capaz de te devolver todo o amor com que inunda meus dias.
É realmente uma pena, mas você não percebe, e sou incapaz de fazê-lo perceber que não vale a pena.
A vida é um jogo de mentiras.
E isso é tudo.
É realmente uma pena, mas você não percebe, e sou incapaz de fazê-lo perceber que não vale a pena.
A vida é um jogo de mentiras.
E isso é tudo.
Friday, September 05, 2008
Sad, sad, so sad...
Acho interessantes as pessoas tristes. Daquelas que escrevem sobre tristeza. Suas dores em forma de poesias. Por que não existe forma melhor, e mais bonita de falar das dores de amor do que em poesias. Aquele que sofre e não busca mais respostas na ciência, respostas objetivas, filosóficas, somente escreve poesias de amor. Desabafos românticos recheados de dores inimagináveis e não físicas. Desatentos a toda forma de lirismo, desatentos a toda forma de amor. Egoístas. Solenes. E inconsoláveis, sorumbáticos, melancólicos, infelizes e morrendo um pouquinho a cada dor.
É triste, mas não deixa de ser bonito.
É triste, mas não deixa de ser bonito.
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